Finep dará crédito subsidiado monitorando inovações resultantes

Empréstimos monitorados

A FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), também conhecida como “banco da inovação tecnológica” criou uma nova linha de crédito com empréstimos subsidiados para empresas que invistam em pesquisa e desenvolvimento.

A ideia é conceder linhas de crédito durante cinco anos, aumentando o aporte de recursos para as empresas que inovem conforme as metas do governo.

Ou seja, em troca do subsídio, as empresas terão que prestar contas do uso dos recursos no desenvolvimento de novas tecnologias.

Entre os critérios a serem avaliados estão o aumento do nível de qualificação de pessoal (acima de 10% da média do setor), a contratação de pequenas empresas de base tecnológica como fornecedores e de institutos, universidades ou departamentos acadêmicos para desenvolverem pesquisas.

O processo de substituição de importações também será alvo do programa, buscando a internalização de processos tecnológicos hoje comprados no exterior.

Se a empresa cumprir todos os requisitos, ela poderá receber um aporte adicional de até 135% do crédito inicialmente contratado.

Setores estratégicos

Os empréstimos, até R$ 200 milhões por operação, serão liberados durante cinco anos, a uma taxa de juros anual de 4%, com carência de três anos e prazo de pagamento de dez anos.

O volume total da linha de crédito chega a R$ 6 bilhões.

De acordo com Glauco Arbix, presidente da FINEP, o empréstimo “não é para qualquer projeto. Quanto maior o risco tecnológico, melhores são as condições que as empresas vão encontrar na Finep”.

Não há segmentação dos recursos, sendo que empresas de todos os setores podem requisitar o crédito.

Os setores estratégicos terão tratamento à parte.

A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2012-2015 tem como prioritários os setores de tecnologia da informação e comunicação; fármacos e complexo industrial da saúde; petróleo e gás; complexo industrial da defesa e indústria aeroespacial; além das empresas que trabalham com a “economia verde”, como energia limpa.

“Para esses setores, vamos trabalhar de forma mais integrada, mais rápida, e é possível que tenhamos melhores condições”, anunciou o presidente da Finep.

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