Cerimônia de premiação de pesquisadores (Destaque para Oceanografia)

Quatro pesquisadores foram premiados ontem (13/9) no palácio de governo paulista, por ocasião da 56ª edição do prêmio Bunge, criado em 1955 (então com o nome de prêmio Moinho Santista) para reconhecer a importância de profissionais que contribuem para o desenvolvimento da cultura e da ciência no país. Este ano, os temas escolhidos foram “Defesa sanitária animal e vegetal” e “Oceanografia”, assuntos tratados a fundo na véspera em simpósios organizados na FAPESP, parceira no evento.

O prêmio seleciona pesquisadores com reconhecimento internacional entre indicações feitas pela comunidade científica – como as universidades e a FAPESP. O governador Geraldo Alckmin justificou a importância das duas áreas de pesquisa selecionadas este ano. “A agricultura brasileira é a mais eficiente dos trópicos, e a defesa sanitária é central no seu desenvolvimento”, afirmou. Ele destacou também que a oceanografia, premiada este ano pela primeira vez, enfrenta enormes desafios impostos pelas mudanças no clima e pela poluição.

Prêmo Bunge: oceanografia
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O engenheiro agrônomo José Roberto Postali Parra, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador-adjunto da diretoria científica da FAPESP, e o biólogo Luiz Drude de Lacerda, da Universidade Federal do Ceará, foram os grandes premiados da noite, com R$ 100.000,00, por sua vida e obra. Parra é especialista no uso de insetos para controle biológico de pragas. “O uso de insetos é eficaz contra a broca da cana-de-açúcar”, exemplificou em vídeo produzido pela Fundação Bunge. Para Lacerda, dedicado a biogeoquímica e contaminação ambiental e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Transferência de Materiais Continente-Oceano, a oceanografia é a disciplina que mais cresce no Brasil.

Prêmio Bunge: defesa sanitária
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A categoria Juventude, em sua 32ª edição, premiou com R$ 40.000,00 a veterinária Helena Lage Ferreira, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP e especialista em vírus de aves, tema que aproxima a produção de alimento do controle de epidemias como a da gripe aviária. “Os vírus que atacam as criações têm seu reservatório natural nas aves silvestres”, explica no vídeo apresentado na solenidade. Em oceanografia, o vencedor foi o químico César de Castro Martins, da Universidade Federal do Paraná, dedicado ao estudo e à busca de soluções para a poluição marinha.

A noite, que além da premiação ofereceu uma apresentação musical do sexteto Britten e uma recepção com jantar, homenageou a “aquisição e a renovação de saberes no sempre novo cenário da ciência”, nas palavras de Jacques Marcovitch, presidente da Fundação Bunge. Para ele, a ciência – por seu papel na iluminação das mentes – continuará credora da humanidade por mais que seja homenageada.

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