Top cientistas que já foram presos

A ciência é um negócio perigoso, cheio de proposições arriscadas e experiências estranhas. E, às vezes, os cientistas acabam indo para a cadeia por suas atitudes. Alguns deles para a integridade da ciência, outros por razões sórdidas.

Confira abaixo a lista com os 10 cientistas que passaram algum tempo na prisão:

9 – Stewart Nozette: Da NASA para a prisão por fraude e espionagem

Às vezes as coisas começam a rolar ladeira abaixo. Stewart Nozette começou a trabalhar em uma nave espacial para a NASA e tinha conhecimento apurado de nível superior. Então, ele passeou em vários departamentos, de pesquisa a contabilidade, supostamente fez manobras fraudulentas utilizando empresa sem fins lucrativos.

Quando as pessoas começaram a ficar curiosas sobre esta alegada fraude, Nozette aparentemente percebeu que ele poderia precisar de um pouco mais de dinheiro para cobrir as coisas como contas de advogado ou para viver em um país sem correr o risco de ser extraditado para o resto de sua vida – assim, quando ele foi abordado por um agente israelense ele ofereceu dinheiro por documentos ultrassecretos, que ele supostamente estava indo buscá-los.

Infelizmente, o agente israelense na verdade era um agente do FBI, uma vez que a NASA gosta de manter seus funcionários do alto escalão sob vigilância constante. Nozette  está cumprindo seus 13 anos de prisão.

8 – Francis Bacon e suas atitudes públicas condenáveis

Francis Bacon é conhecido como o pioneiro da experimental, ao invés da ciência filosófica. A ideia de experimentação não era tão óbvia para eles como parece para nós hoje. A ciência era originalmente uma “filosofia natural”. Os filósofos naturais pensavam basicamente em verdades filosóficas e contribuíram para o mundo com teorias que foram usadas como ponto de partida.

Bacon, e outros, sugeriram um novo método onde ao invés disto uma pessoa iria configurar testes e observar os comportamentos únicos dos fenômenos que estavam sendo observados. Mas Bacon não foi tão bom no cumprimento de suas funções como Procurador-Geral e Chanceler. Ele caiu em dívida, e subornou para influenciar muitos enviados ao seu julgamento. Quando as pessoas inevitavelmente notaram, ele escreveu e assinou uma confissão, juntamente com um bilhete que dizia:

Meus senhores, é com meu ato, a minha mão e o meu coração, que peço vossas senhorias para serem misericordiosos como uma palheta quebrada.”

Isso foi bastante eloquente, mas não suficiente para livrá-lo. Ainda assim, foi deposto de seu cargo, perdeu sua fortuna e o fizeram passar algum tempo na Torre de Londres antes de poder sair para fazer mais alguns experimentos.

7 – Anna Freud fez os inimigos certos

Anna Freud é, talvez, uma figura mais controversa que seu pai. Ela aproveitou a confusão agitada sobre a questão sexual que Sigmund Freud usou para explicar muito do comportamento do mundo – e aplicou este conhecimento nas crianças. Ela era uma psicanalista infantil que acrescentou e ampliou as teorias de seu pai durante toda vida. Ela e seu pai eram muito próximos, e era de conhecimento comum que ela continuava o trabalho de seu pai.

Notoriamente, os nazistas tentaram anular o que eles chamavam de “ciência judaica”, incluindo tanto as obras de Freud e de Albert Einstein. Eles acreditavam que a família Freud tinha a intenção de fugir, apesar de terem confiscado seus passaportes e dinheiro.

Como uma forma de colocar pressão sobre toda a família, os nazistas prenderam e interrogaram Anna por uma noite inteira. A detenção de Anna teve o efeito oposto ao que os nazistas esperavam.

O tiro saiu pela culatra. Sigmund Freud era bem relacionado com os judeus e a prisão de sua filha o fez conseguir em pouquíssimo tempo passaporte para toda a família, através de pessoas que admiram seu trabalho. Toda a família Freud conseguiu ficar longe das forças de ocupação.

6 – Santiago Ramón y Cajal, o ganhador do Prêmio Nobel

Ele foi expulso da escola várias vezes por desrespeito para com seus professores. Quando ele não estava sendo expulso, ele estava fugindo. Por diversão, ele construiu um canhão caseiro e explodiu o portão da sua cidade. Por conta disso, o jovem Santiago passou uma noite na cadeia, fazendo dele o mais jovem preso desta lista.

Embora ele dissesse ser um homem muito desagradável de se ter por perto, ele fez um grande trabalho em neurociência. Ele era um talentoso anatomista e revelou pequenas estruturas e caminhos no cérebro que ninguém jamais revelara, mas ele não estava sempre certo: às vezes afirmava coisas completamente sem nexo.

5 – Johann Conrad Dippel montou laboratório na cadeia

Johann Dippel nasceu no Castelo de Frankenstein em meados de 1600. Isso não é um começo promissor. Quando ele cresceu, ele montou um laboratório na prisão do castelo, fazendo todos os tipos de experimentos para ganhar a imortalidade.

Dizia-se que ele tentou transferir a alma de uma pessoa para outra através de um funil, uma mangueira, e um monte de lubrificante. Ele também criou um “elixir da vida” chamado óleo de Dippel, uma mistura de ossos de animais cozidos e sangue que não era o segredo para a imortalidade, mas acabou por se tornar um corante azul surpreendente, a partir daí conhecido e comercializado como azul da Prússia.

Surpreendentemente, apesar de toda a sua científica e pseudocientífica brincadeira, o que o fez ser jogado na prisão por um tempo foi o fato de que ele também era um teólogo. Alguns de seus ensinamentos irritaram anciãos da Igreja, e fez com que fosse preso por heresia.

4 – Jack Kevorkian foi um cientista e não um advogado

Doutor Kevorkian ganhou o apelido de “Doutor Morte”, no início de sua carreira, porque ele, como patologista, corria para as cabeceiras dos pacientes que morriam e tirava fotos, na esperança de capturar o momento real da morte.

Ele queria definir um ponto de corte após o qual reanimação provaria inutilidade. Mais tarde, quando ele inventou uma “máquina de suicídio” que permitia que as pessoas viajassem até ele para receberem uma injeção com uma combinação de drogas que iriam matá-las sem dor, foi condenado e passou muitos anos na cadeia.

Em 1998, Kevorkian deixou a máquina de lado e injetou ele mesmo o coquetel de drogas em um paciente. Ele representou a si mesmo no tribunal. Na decisão ele foi condenado em 1999, por assassinato de segundo grau, o que o levou a passar 8 anos na prisão. Ele morreu em 2011.

3 – Timothy Leary Esteve: 29 vezes preso!

Um monte de cientistas tem ido para a prisão – mas um deles parecia querer ir sempre para a cadeia, sempre mais uma vez. Antes de Leary se envolver com LSD, ele era um psicólogo competente e respeitado na área de avaliação da personalidade. Sua experimentação precoce, no sentido científico, com LSD levou simplesmente a experimentação pessoal mais tarde e sua dependência.

A droga lhe enviou para prisões em todo o mundo. Ele foi preso 29 vezes em vários países. Enquanto estava sentado naquelas várias prisões, ele se comparou a Jesus e Sócrates, quase sendo preso novamente por causar extrema e possivelmente prejudicial visão pública.

2 – Richard Feynman

Richard Feynman, por todas as contas, conseguiu ser inteligente e insuportável. Como esse equilíbrio funcionaria iria depender muito de quem estava tentando sofrer com ele, e por quê. Os militares da base de Los Alamos, onde um grupo de cientistas estava tentando construir uma bomba nuclear antes da Alemanha nazista, não queriam sofrer mais do que o estimado.

Feynman gostava de testar a paciência quebrando armários e cofres das pessoas em busca de documentos, pois fazer isso através de meios oficiais seria muito entediante.

Um dia, em vez de passar pelo ponto de verificação, ele caminhou ao redor da cerca do perímetro até encontrar um buraco. Depois disso, ele não voltou. Ele acabou passando pelo buraco. Eventualmente, alguém alardeou que Richard Feynman havia os abandonado, mas Feynman apenas tinha saído para dar uma volta. Os militares foram até seu quarto na base militar e o prenderam. O pesquisador ficou na cadeia por alguns meses por ter simplesmente dado uma volta fora da base.

10 – Galileu

Ele fez exatamente isso, só que ele deu a todos bons argumentos para o heliocentrismo, chamou o geocentrismos de “o Simplório”, diretamente citando o Papa. Apesar de poderosos amigos políticos que o ajudaram a manter sua vida, ele passou o resto dela em prisão domiciliar, teve as cópias de seu livro queimadas, e foi obrigado a renegar suas opiniões em público. Ele passou os últimos nove anos de sua vida preso, o que faz dele o condenado com o prazo de prisão mais longo da lista.Galileu, famoso por ser arrogante, recebeu permissão especial do Papa para escrever um diálogo no qual ele comparou as teorias heliocêntrica e geocêntrica do universo.

 

Fonte: Jornal da Ciência

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