“Projeto ilegal” gigante estimulou crescimento de 10.000 km² de plâncton na costa do Canadá

Alteração na temperatura dos oceanos vai afectar populações de fitoplâncton. Haverá um declínio na diversidade de fitoplâncton nas águas tropicais, dizem os investigadores

Haverá um declínio na diversidade de fitoplâncton nas águas tropicais, dizem os investigadores

O aquecimento futuro dos oceanos pode levar a uma drástica alteração das populações de fitoplâncton, o que poderá ter um grande impacto nas alterações climáticas. Num artigo publicado no mais recente número da«Science», investigadores da Universidade Estatal do Michigan (EUA) mostram que no final do século XXI, o aquecimento dos oceanos fará com que populações destes microorganismos cresçam junto aos pólos e diminuam nas águas equatoriais.

Visto que o fitoplâncton desempenha um papel-chave na cadeia alimentar e nos ciclos de carbono, nitrogénio, fósforo e outros elementos, uma queda drástica pode ter graves consequências. “Estamos a prever que nos oceanos tropicais haja uma queda de 40 por cento na diversidade”, diz Mridul Thomas, um dos autores do estudo.

Se os oceanos continuarem a aquecer, como está previsto, “haverá um declínio na diversidade de fitoplâncton nas águas tropicais e uma deslocação para os pólos de algumas espécies que não se consigam adaptar às alterações”.

Estes microorganismos utilizam a luz, o dióxido de carbono e nutrientes para crescerem. Apesar de serem pequenos, florescem em todos os oceanos, consumindo tanto dióxido de carbono através da fotossíntese como as plantas terrestres.

A temperatura das águas influencia fortemente as suas taxas de crescimento. Nas águas equatoriais, mais quentes actuais, pode crescer mais rapidamente no que nas frias. Como se prevê um aumento das temperaturas durante este século, é importante avaliar a reacção do fitoplâncton e do que acontecerá ao carbono que transporta.

Os cientistas mostram que estes organismos estão adaptados às actuais temperaturas locais. Baseando-se em projecções de temperaturas futuras, concluem que o fitoplâncton pode não se adaptar com rapidez suficiente às alterações.

Como não conseguem regular a sua temperatura nem migrar pode haver um decréscimo do seu crescimento e diversidade. Conseguir prever o impacto dessas mudanças será uma ferramenta útil para os cientistas de todo o mundo.

Artigo: A Global Pattern of Thermal Adaptation in Marine Phytoplankton

Fonte: Ciência Hoje

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