Cientistas encontraram provas de falhas e brechas na magnetosfera da Terra

A camada magnética protetora da Terra pode não ser tão protetora como os cientistas pensavam.

Uma pesquisa recente descobriu brechas na camada magnética, que permitem a entrada do vento solar, que são rajadas de plasma energizado e magnético lançado pelo Sol em direção aos planetas que o orbitam.

Segundo o pesquisador Melvyn Goldstein, astrofísico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, “os ventos solares podem penetrar a magnetosfera em diferentes locais e em diferentes condições magnéticas que nós não sabíamos antes”, em um comunicado ao LiveScience.

Para entender o problema, é preciso entender a importância da magnetosfera da Terra: Ela é a primeira linha de defesa do planeta contra o vento solar. “Falhas” nessa defesa podem interromper sinais de GPS e sistemas de energia, apesar de propiciarem belíssimas auroras boreais.

Os pesquisadores já sabiam que o vento solar conseguia penetrar nossa atmosfera nas regiões próximas ao Equador, onde o campo magnético terrestre é mais ou menos paralelo ao campo do vento solar. O estudo, publicado em 29 de agosto no Journal of Geophysical Research, apontou que essas “invasões” podem ocorrer em uma gama maior de condições. Elas também ocorrem onde os campos ficam perpendiculares, como nos polos.

Redemoinhos de plasma quebram o campo magnético

A missão Cluster da Agência Espacial Europeia, que compreende quatro satélites voando próximos uns aos outros pelo campo magnético da Terra, compilou dados que mostram como o vento solar atravessa o campo, com a ajuda dos equipamentos dos satélites, que documentam as interações magnéticas microscópicas que ocorrem entre a Terra e o Sol.

Quando esses redemoinhos atingem a magnetopausa, eles criam vórtices gigantes, como se fosse um vento soprando nos oceanos e criando as ondas. Essas “ondas” gigantes criam brechas nas linhas do campo magnético, por onde entram os ventos solares.Com os dados, os cientistas perceberam que redemoinhos gigantes (também conhecidos como ondas Kelvin-Helmholtz, podendo chegar a 40 mil quilômetros de diâmetro) de plasma que chegam à magnetopausa (região em torno da magnetosfera) são os fatores que ajudam o vento solar a penetrar nosso campo.

O campo magnético da Terra não é perfeito, segundo o líder do estudo Kyoung-Joo Hwang, também do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA. “Na verdade, é bem difícil imaginar uma situação na qual o plasma do vento solar não conseguiria penetrar na magnetosfera”, completa o pesquisador.

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