Garoto de 11 anos descobriu o mais preservado mamute-lanoso já encontrado

Os meios de comunicação russos relataram uma descoberta notória feita por um garoto de apenas onze anos, chamado Yevgeny Salinder.O vice-diretor do Instituto Zoológico da Academia de Ciências Russa, Alexei Tikhonov, afirmou: “Pela primeira vez, a corcunda foi vista em desenhos paleolíticos, e todos tentavam saber por que os animais tinham uma corcunda. Os cientistas acreditavam que ela existia porque os animais tinham espinhas neurais nas vértebras torácicas. Agora nós descobrimos que isso não era verdade. Nós podemos ver que este animal era muito bem adaptado às condições do norte. Os animais estavam economizando gordura para o inverno”.

Agora que foi desenterrado, o mamute-lanoso (batizado como “Zhenya”, um apelido para Yevgeny) será levado aos Institutos Paleontológicos e Zoológicos de Moscou e São Petersburgo para análises adicionais.

Ele desvendou os restos de um mamute-lanoso que morreu há cerca de 30 mil anos. Após encontrar o animal extinto na Sibéria, o garoto avisou os pais, que então avisaram paleontólogos locais, que fizeram análises e constataram que estes podem se tratar dos restos mais bem preservados de um mamute-lanoso do mundo.

Os restos estavam a cerca de três quilômetros da estação climática polar Sopkarga em Tamyr, na Rússia, onde Yevgeny mora com os pais. É uma área na parte mais ao norte do país (e de toda a Eurásia, sem considerar ilhas). Os paleontólogos perceberam logo no início das escavações que a descoberta não envolvia apenas partes de uma carcaça mal deteriorada, mas sim o corpo inteiro de um macho que morreu mais ou menos aos 15 anos de vida, pesando cerca de meia tonelada. Havia pedaços bem preservados da pele, da carne, da gordura e até dos órgãos do animal.

Os restos foram encontrados em pergelissolo, um tipo de solo encontrado na região do Ártico e que está permanentemente congelado. Para desenterrar o mamute, os cientistas usaram ferramentas tradicionais (como machados e picaretas) e um dispositivo especialmente fabricado para derreter camadas de gelo com a ajuda de vapor. O processo foi lento. Mesmo com todos os equipamentos, os cientistas levaram uma semana para retirar o cadáver inteiro do chão.

Uma análise preliminar apontou uma característica peculiar no mamute: uma corcunda, que servia de depósito de gordura e facilitava muito a vida do animal, que viveu em tempos gelados. A descoberta pode confirmar a teoria de que os mamutes tinham corcundas como as dos camelos e dromedários.

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