Evidências encontradas afirmam que dinossauros foram mortos por vulcões

 A teoria mais aceita para a extinção dos dinossauros é a de que um meteoro se chocou com a Terra, matando vários animais no impacto, mergulhando o planeta em uma escuridão gerada pela poeira levantada.

Porém, muitos geólogos e paleontologistas têm debatido há décadas que talvez o fim dos dinossauros tenha sido causado por uma atividade vulcânica extrema. A ideia é apoiada por um número cada vez maior de pesquisadores. Os críticos acham que faltam evidências, mas novos dados têm surgido para dar suporte a esta teoria que pode revolucionar os estudos do passado da Terra.

Traps de Decão

A ideia tem ganhado algumas evidências que a apoiam. Em 2008, a geóloga Gerta Keller, de Princeton, fez ressurgir a teoria ao sugerir que os dinossauros foram mortos por mudanças climáticas causadas por várias erupções vulcânicas ocorridas no fim do Cretáceo.

Isso teria ocorrido 300 mil anos após o impacto do meteoro que supostamente teria causado o fim dos dinossauros, na Península de Iucatã, no México. Ao contrário do que defendem as teorias vigentes, o asteroide teria sido muito pequeno para causar tantos danos ao planeta, segundo Gerta.

As erupções teriam ocorrido nas chamadas Traps de Decão. “Traps” são formações rochosas em forma de escada, e o Decão é um grande planalto no centro da Índia. A atividade vulcânica naquela área pode ter durado dez mil anos, cuspindo lava o suficiente para cobrir toda a França, no mínimo.

As evidências geológicas apontam para este acontecimento. Gerta diz que essas grandes montanhas vulcânicas produziram um contínuo rio de lava que, conforme secava, formava camadas em si mesmo, daí a formação em forma de escada.

As teses de Gerta são sustentadas pelo trabalho de outros cientistas. Vincent Courtillot, Steve Self, Mike Widdowson, Anne Lise Chenet e mais três vulcanólogos sugeriram que as erupções ocorreram em “pulsos”, por um período que pode ter levado de 10 a 100 mil anos. Essa atividade pode ter sido marcada por emissões de dióxido de enxofre e de carbono na atmosfera. Ou seja, além da destruição, os gases podem ter esfriado o clima mundial e talvez acidificado os oceanos.

Nova evidência

Gerta apresentou seu trabalho, financiado pela Fundação Nacional da Ciência no encontro anual da União Geofísica Americana. As novas evidências eram sedimentos cheios de lava enterrados a 3,3 quilômetros abaixo da superfície oceânica, contendo fósseis do período da Fronteira K-T quando os dinossauros desapareceram da Terra.

Após analisar as amostrar, os pesquisadores constataram que espécies de plâncton passaram a diminuir e a adquiria formas menos elaboradas na época, devido às pressões ambientais na vida marinha.

A maior parte das espécies se extinguiu na época, mas um tipo de plâncton chamado Guembilitria se proliferou de maneira notável. A equipe de Gerta encontrou evidências da presença do plâncton em sedimentos marinhos do Egito, Israel, Espanha, Itália e Estados Unidos. O Guembilitria era tão numeroso que correspondia a 80%-98% dos fósseis.

Nós chamamos isso um oportunismo de desastre [expressão geralmente usada para espécies que se aproveitam de catástrofes naturais e outras emergências para o benefício próprio]’, disse Gerta ao LiveScience. “É como uma barata – não importa o quanto as coisas estejam mal, será ela quem sobreviverá e prosperará”.

Na mesma época na Índia, evidências fósseis de animais e plantas terrestres desapareceram, sugerindo que vulcões causaram extinções em massa tanto na terra quanto no mar”, salientou.Os Guembilitria podem ter dominado o mundo quando gigantescas quantidades de enxofre (na forma de chuva ácida) liberadas pelas Traps do Decão caíram nos oceanos. Lá, eles teriam sido quimicamente unidos com cálcio, tornando aquele cálcio indisponível para criaturas marinas que precisavam do elemento para construir suas conchas e esqueletos.

A Terra teria levado meio milhão de anos para se recuperar das extinções, aponta a pesquisa. As erupções foram talvez o evento mais danoso de todos, e teriam ocorrido cerca de 280 mil anos após a primeira extinção em massa.

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