Maior galáxia já vista é identificada por astrônomas brasileiras (Duília de Mello, Fernanda Urrutia e Claudia Mendes)

Brasileiras encontram maior galáxia espiral já vista

Embora se acredite que as galáxias cresçam engolindo vizinhas menores, a interação entre a NGC 6872 e a IC 4970 parece estar agindo no sentido oposto, espalhando estrelas (no sentido noroeste na imagem) que poderão formar uma nova galáxia de pequeno porte. [Imagem: NASA/ESO/JPL-Caltech/DSS]

Coroamento

Uma equipe internacional, integrada por três astrônomas brasileiras, coroou a galáxia NGC 6872 com o título de maior galáxia espiral que se conhece.

Duília de Mello, atualmente na Universidade Católica de Washington, e Fernanda Urrutia-Viscarra e Claudia Mendes de Oliveira, da USP (Universidade de São Paulo), integram a equipe, que conta ainda com cientistas da NASA e do ESO (Observatório Europeu do Sul).

O trabalho ganhou destaque no site da NASA nesta quinta-feira.

Medida de ponta a ponta de seus dois braços espirais, a NGC 6872 se estende por mais de 522.000 anos-luz, o que a torna mais de cinco vezes maior do que a Via Láctea.

Maior galáxia conhecida

A NGC 6872 é conhecida há décadas, e sempre figurou entre os maiores sistemas estelares conhecidos, mas o título de maior galáxia espiral conhecida só veio depois que a equipe analisou os dados da sonda espacial GALEX (Galaxy Evolution Explorer: Exploração da Evolução das Galáxias).

“Sem a capacidade da GALEX de detectar a luz ultravioleta das estrelas mais jovens e mais quentes, nós nunca teríamos reconhecido a extensão total desse sistema intrigante,” disse Rafael Eufrasio, do Centro Goddard da NASA.

O tamanho fora do comum e a aparência peculiar dessa supergaláxia derivam de sua interação com uma outra galáxia muito menor, uma galáxia em formato de disco chamada IC 4970, que tem apenas um quinto da massa total da galáxia gigante.

O que é mais intrigante é que, embora se acredite que as galáxias cresçam engolindo vizinhas menores, a interação entre a NGC 6872 e a IC 4970 parece estar agindo no sentido oposto, espalhando estrelas que poderão formar uma nova galáxia de pequeno porte.

O estranho par e seu filhote estão localizados a 212 milhões de anos-luz da Terra, na Constelação do Pavão.

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