(Ciência Forense) Artista utiliza DNA de pontas de cigarro para recriar rostos

Artista americana, Heather Dewey-Hagborg, descobriu uma nova forma de fazer arte.

Técnicas como a utilização de retratos falados, já são utilizadas há muito tempo pela justiça para o reconhecimento de criminosos. Mais recentemente, as impressoras 3D têm sido utilizadas das mais diversas formas. Seja para produzir órgãos humanos, tecidos epiteliais, maquetes em larga escala ou para reconstrução de antigos crânios, como do Rei Ricardo III, recentemente descoberto e divulgado.

Assim, o que se vê através da artista é uma espécie de junção dessas técnicas, no momento em que ela criou o projeto Strangers Visions (visões estranhas). A artista contou ao jornal DailyMail que, quando fazia terapia, “Havia um quadro rachado e um cabelo preso nele” na parede do consultório. O quadro despertou a curiosidade da Heather que passou a pesquisar as possibilidades artísticas da ciência forense.

Segundo a artista, “visões estranhas” é um projeto que chama atenção ao impulso que se tem dado ao determinismo genético e ao potencial de uma possível cultura de vigilância genética.

Em seu projeto, a artista desenvolveu um software que alia as técnicas de pesquisa forense, como o retrato falado, à tecnologias como a leitura de DNA e a impressora 3D. O processo consiste em coletar diversos objetos que contenham DNA humano como bitucas de cigarro, fios de cabelo, e a partir desse material genético recriar os rostos dos donos desses pequenos objetos.

 Em seu site, a Heather Dewey-Hagborg se descreve como uma artista que, examinando a cultura através das lentes da informação, está interessada em explorar a arte como pesquisa e consulta pública.Apesar de não ser o objetivo principal da artista, seu software poderá ser muito útil á área que a inspirou. A partir da reprodução em escala real do material genético, as interpretações e a determinação da identidade de criminosos serão ainda mais fáceis e claras.

Atravessando combinações midiáticas que variam de algoritmos ao DNA, seu trabalho visa questionar suposições fundamentais sobre a natureza humana, a tecnologia e o meio ambiente”, disse.

Fonte: Jornal Ciência

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