Descobertas estrelas hipervelozes correndo a 3,2 milhões de km/h na Via Láctea

 

Astrônomos dizem ter descoberto seis estrelas, correndo pelo espaço a mais de 3,2 milhões de quilômetros por hora.

Elas teriam, provavelmente, sido ejetadas de um buraco negro gigante, no coração da Via Láctea. Elas representam a primeira descoberta de “estrelas hipervelozes”, com massa semelhante à de nosso Sol.

Revelada no mês passado, essa descoberta poderia esclarecer sobre como as estrelas se formam na capa de poeira do núcleo de nossa galáxia.

Coração negro

O autor do estudo, Keith Hawkins, um estudante de astronomia da Universidade de Ohio, explicou, durante a 221ª reunião anual do American Astronomical Society (Sociedade Astronômica Americana), em Long Beach, Califórnia, que se imagina que as estrelas de hipervelocidade se formam quando o buraco negro, no centro de uma galáxia, “devora” uma estrela em um sistema binário e ejeta sua ‘irmã gêmea’, arremessando-a através do espaço em velocidades super-rápidas.

Sendo o centro da galáxia envolta em um círculo denso de poeira, os telescópios captam apenas as estrelas mais brilhantes, que possuem massa maior que a do sol. Captar essas estrelas que são ejetadas do centro da galáxia pode ajudar a descobrir que tipo de estrelas está se formando por lá.

Até agora os astrônomos procuravam as estrelas de hipervelocidade olhando para onde elas deveriam se formar, detectando as mais brilhantes, que, normalmente, possuem massa três ou quatro vezes maior que o Sol, disse Hawkins.

É como encontrar agulha em um palheiro…

Brad Hansen, um astrônomo da UCLA, não está envolvido com a pesquisa, mas diz que é muito complicado encontrar estrelas de hipervelocidade com massa igual a do Sol, por causa da quantidade de estrelas existentes, desse tipo.

Ao Space.com, Hansen comentou: “Como você pesquisa entre um bilhão de estrelas para achar algumas que se movimentam de uma forma estranha?”,sem haver resposta, complementa: “Isso realmente se torna um problema do tipo ‘agulha no palheiro’”.

Embora os resultados sejam bem intrigantes, eles ainda precisam ser verificados, explica Hawkins. Mas, se confirmados, poderiam esclarecer sobre os tipos de estrelas que se formam no coração da Via Láctea e ajudar os astrônomos a estimar o tamanho do buraco negro que as espreitam por lá, disse Hansen.Hawkins e Adam Kraus, um astrônomo da Universidade do Havaí, usaram dados do telescópio Palomar 5-meter, na Califórnia, para tentar realizar esse feito. Encontraram 130 estrelas nas bordas do buraco negro central da Via láctea, que haviam viajado a uma distância notável. Dessas, apenas seis viajavam a velocidades extremas, consistindo com uma ejeção do centro da Via Láctea.

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