A empresa Thomson Reuters publicou os nomes de cientistas mais influentes dos últimos anos.

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Cientistas de impacto

A empresa Thomson Reuters, responsável pela base de dados Web of Science, divulgou uma lista com os 3,2 mil cientistas mais influentes dos últimos anos, aqueles que publicaram artigos altamente citados em 21 áreas do conhecimento entre 2001 e 2012. Cinco nomes da lista são do Brasil. Um deles é Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais, cujos artigos receberam mais de 10 mil citações. Um de seus trabalhos mais reconhecidos aborda o efeito das partículas de aerossóis emitidas em queimadas na Amazônia no clima e nas nuvens. “Demonstramos o papel fundamental dessas partículas no desenvolvimento de nuvens na região e no balanço de radiação atmosférica”, explica Artaxo, que chama atenção para a baixa participação de brasileiros nessa compilação. “Ainda é preciso fazer muito para aumentar a relevância internacional dos artigos publicados no Brasil”, diz. O cardiologista Álvaro Avezum, diretor da divisão de pesquisa do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, é autor de 156 artigos indexados e tem mais de 16 mil citações. Seus trabalhos de maior impacto estão vinculados a pesquisas colaborativas que acompanharam centenas de milhares de pacientes de vários países e demonstraram fatores de risco associados, por exemplo, ao infarto agudo do miocárdio e ao AVC. Ernesto Gonzalez, professor do Instituto de Química de São Carlos da USP, publicou cerca de 220 artigos e recebeu mais de 5 mil citações. Ele dedica-se à pesquisa de células a combustível com etanol. “Nós conseguimos quase 50% de conversão do etanol para dióxido de carbono, o que significa maior aproveitamento do etanol como combustível”, diz Gonzalez. O agrônomo Adriano Nunes-Nesi, da Universidade Federal de Viçosa, fez, entre 2004 e 2010, um doutorado-sanduíche e um pós-doc no Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular da Planta, na Alemanha, onde participou de um amplo estudo sobre os papéis fisiológicos das enzimas do ciclo de Krebs em tomates. O grupo do qual ele fez parte conseguiu aumentar o rendimento da produção do fruto. O alemão Sven Wunder, do Center for International Forestry Research (Cifor), está há 10 anos no Brasil, onde publicou vários artigos sobre política florestal. No país, ele coordenou um estudo sobre a Amazônia Legal, encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2009.
Créditos: FAPESP
Edição 222 – Agosto de 2014
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