Sonda britânica irá buscar rastros vida através de brilhos em planetas semelhantes à Terra

Um pequeno satélite, chamado Twinkle, está pronto para dar novas ideias sobre a formação e evolução em outros planetas.

A nave espacial irá vivenciar um mergulho na luz de um planeta passando em frente de sua estrela, interferindo em sua composição, para saber se ele poderia abrigar vida. Dentro de quatro anos, a missão, com origem no Reino Unido, poderia fornecer muitos dados necessários, realizada em alguns dos 1.800 exoplanetas que já foram descobertos.

Twinkle é uma missão muito ambiciosa“, disse a professora Giovanna Tinetti, cientista do University College de Londres que trabalha na sonda pela Surrey Satellite Technology. “Cerca de dois mil exoplanetas – planetas que orbitam outras estrelas que não sejam o nosso Sol – foram descobertos até hoje, mas nós sabemos muito pouco sobre esses outros planetas. Podemos medir sua massa, densidade e distância de sua estrela. A partir disso, podemos deduzir que alguns são muito frios e outros muito quentes, outros têm superfícies de fundição, alguns são enormes bolas de gás, como Júpiter, ou pequenos e rochosos, como a Terra. Mas, além disso, nós simplesmente não sabemos nada. Twinkle será a primeira missão dedicada a analisar atmosferas de exoplanetas e nos dará uma imagem completamente nova desses mundos”,explicou.

Quando um exoplaneta passa na frente da estrela que ele orbita, uma pequena quantidade de luz estelar é filtrada através das moléculas e das nuvens na atmosfera do planeta. Twinkle vai medir essa luz e escolher as características – “impressões digitais” espectrais –, que mostram se gases como o vapor de água ou metano estão presentes no planeta, e saber se o planeta pode abrigar vida.

O conhecimento da composição química das atmosferas de exoplanetas é essencial para compreender se um planeta se formou em uma órbita que pode ser observada atualmente ou se migrou de uma parte diferente de seu sistema planetário.

A formação, a evolução, a química e os processos físicos de condução da atmosfera de um exoplaneta são fortemente afetados pela distância de sua estrela-mãe. A composição atmosférica é uma pista para a história de um exoplaneta, bem como se poderia ser habitável, ou mesmo possuir alguma forma de vida.

Twinkle analisará, pelo menos, 100 exoplanetas na Via Láctea. O seu espectrógrafo infravermelho permitirá observações de uma vasta gama de tipos de planeta, incluindo super Terras, que são planetas rochosos de 1-10 vezes a massa da Terra. Ele também irá observar gigantes gasosos que orbitam muito perto de seus sóis, também conhecidos como ‘Hot Jupiters’.

Alguns dos planetas-alvo estão orbitando estrelas semelhantes ao nosso Sol e algumas estão em órbita de astros anões vermelhos mais frios.

Para os maiores planetas que orbitam estrelas brilhantes, Twinkle será mesmo capaz de produzir mapas de nuvens e temperatura. “A luz filtrada através da atmosfera do planeta é apenas cerca de um décimo de milésimo da luz geral de sua estrela”, disse Tinetti. “Esse é um grande desafio que requer uma plataforma muito estável, sem os efeitos de triagem da atmosfera da Terra“, completou a cientista.

Twinkle será lançado em uma órbita polar baixa da Terra. A nave espacial será construída para operar por um período mínimo de três anos, com a possibilidade de vida útil prolongada em cinco anos ou mais.

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