Estudantes baianas recebem menção honrosa na maior feira de ciências do mundo

As estudantes baianas Beatriz de Santana Pereira e Thayná dos Santos Almeida receberam uma menção honrosa na maior feira pré-universitária de ciências do mundo, a International Science and Engineering Fair (Intel ISEF), em Pittsburgh, estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

O trabalho premiado foi um projeto de fortalecimento da identidade negra dos sete quilombos que existem na cidade de Antônio Cardoso, no interior da Bahia. A honraria foi entregue pela Organização dos Estados Americanos (OEA). As jovens integraram a comitiva de finalistas que representou o Brasil na Intel ISEF.

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“Hoje, o povo da minha comunidade sente orgulho em se reconhecer quilombola. Todo esse processo de pesquisa ajuda a conscientizar sobre o que é ser negro”
, disse Thayná, que é moradora do quilombo de Paus Altos

O projeto das adolescentes nasceu a partir da reportagem Cidade Negra, publicada na edição de 20 de novembro de 2012. A matéria mostrou que Antônio Cardoso — cidade de 11,5 mil habitantes, no Centro-Norte  — é o único município do país onde mais da metade da população (50,65% precisamente) se declarou “preta” no Censo de 2010, segundo dados do IBGE.

Constantemente citada como a cidade mais negra do país, Salvador ocupa a 37ª posição do ranking. Embora seja a líder em números absolutos, os 743.718 soteropolitanos que se declararam pretos representam apenas 27,8% da população. Considerando a soma de pretos e pardos, chega a 79,47%.

E nesse ranking (pretos + pardos) Salvador não está nem entre as 200 primeiras. A líder é Serrano do Maranhão (MA), com 94,76% da população tendo se declarado preta ou parda. Antonio Cardoso fica em 8º, com  91,67%.

Feira de ciências
No total, os estudantes brasileiros conquistaram 12 prêmios, sendo quatro da feira e oito prêmios especiais, incluindo as menções honrosas. “A cada ano, temos visto mais reconhecimento dos projetos brasileiros na Intel ISEF e isso é resultado da crescente qualidade da ciência eles produzem”, comenta Fernanda Sato, gerente de Educação da Intel Brasil.

A Organização destacou 50 finalistas que desenvolveram projetos cujo objetivo é contribuir com o desenvolvimento regional dos respectivos locais de origem dos estudantes. A Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel 2015 é financiada em conjunto por Intel e Intel Foundation, com prêmios e suporte adicionais de dezenas de outras organizações corporativas, acadêmicas, governamentais e focadas em ciências. Este ano, aproximadamente US$ 4 milhões foram distribuídos como prêmios.

FONTE: Correio 24h (Jaqueline Bispo)

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