Líquido amniótico mostrou grande poder neural, aponta estudo.

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YARA LAIZ SOUZA – O líquido amniótico é responsável por proteger o feto de choques mecânicos e térmicos durante a gravidez – e todas as mamães aprendem isso durante as consultas e exames. Entretanto, um artigo de pesquisa publicado no site do Biological Research pelos autores Yongwoo Jang e Won-Sik Shim (do College of Pharmacy da Coreia do Sul), Eun-Kyung Kim (da Harvard Medical School), Ki-Min Song e Sung Min Kim (da Hanyang University da Coreia do Sul) revela um detalhe curioso: o líquido amniótico extraído de uma rata grávida e inserido em culturas de células cerebrais extraídos dos fetos da mesma rata mostrou um interessante fator neural do líquido, até então pouco conhecido. Os autores sugerem que o uso do líquido no campo da medicina regenerativa pode ser um recurso valioso.

O líquido amniótico é envolvido pelo saco amniótico de uma fêmea grávida. Esse líquido é exalado e inalado pelo feto e é muito semelhante à água. Entretanto, os autores explicam que, além de conter materiais e nutrientes que podem causar mal ao feto, os efeitos neurológicos são indescritíveis. Após a extração do líquido a partir de embriões de 16 dias de uma rata grávida e expor às células neurais derivados dos mesmos embriões, descobriu-se que o líquido aumentou a fosforilação de ERK1/2, uma substância necessária para o desenvolvimento neurológico fetal. “(…),o líquido amniótico aumentou o agrupamento neural de neurônios corticais, que revelou que as células foram agrupadas para proliferação de células progenitoras neurais. Consequentemente, confirmou-se a capacidade do lóquido amniótico para aumentar as células progenitoras neurais através da formação da neuroesfera.”, argumentam.

O estudo aponta que o uso do líquido amniótico em cultura aumentou a aglomeração neural de uma forma que assemelhava-se a células-tronco ou progenitores neurais. Os autores também comentam sobre os resultados de pesquisas usando derivados do líquido, como a membrana amniótica e células amnióticas: “Na verdade, o implante de células epiteliais amnióticas humanas protege contra a degeneração de neurónios dopaminérgicos em um modelo de rato da doença de Parkinson”. Embora os resultados sejam animadores, o conhecimento dos efeitos em fetos humanos ainda não estão claros. “Embora o líquido amniótico seja circulado para o feto, os seus efeitos sobre o cérebro fetal ainda não são claros. Neste estudo mostramos que o líquido amniótico aumentou as propriedades proliferativas de células neuronais fetais [de embriões de ratos].”

Os autores finalizam afirmando que a ingestão de álcool e nicotina durante a gravidez pode aumentar os nutrientes nocivos ativos no embrião humano, influenciando negativamente no desenvolvimento do feto. Você lê o artigo gratuitamente e em inglês clicando aqui.

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