‘Índice de habitabilidade’: orientações sobre a busca por vida fora da Terra

480545main_jwst_new6-375x396

Telescópio James Webb

YARA LAIZ SOUZA – Todos os anos, vários exoplanetas são descobertos pelas instituições de ciências e, com isso, o número de novos candidatos a abrigar vida também cresce. Mas, como classificar e priorizar os exoplanetas na corrida por busca de vida fora da Terra? Pesquisadores da Universidade de Washington parecem ter desenvolvido um meio.

“Basicamente, nós desenvolvemos uma forma de levar todos os dados observacionais que estão disponíveis e montar um sistema de priorização de modo que, à medida que avançamos, em um momento em que há centenas de alvos disponíveis poderemos dizer ‘ok, isso é o que queremos e podemos começar’”, disse Rory Barnes, um dos autores do artigo publicado na Astrophysical Journal. O método foi chamado de ‘índice de habitabilidade para planetas em trânsito’.

Prometido para 2018, o Telescópio James Webb será o primeiro capaz de medir a composição atmosférica de um exoplaneta rochoso possivelmente parecido com a Terra e ajudar no time de busca por vida no espaço. A detecção de exoplanetas ocorre quando há ‘trânsito’, ou seja, quando um planeta passa na frente da sua estrela bloqueando parte da luz. Ano que vem, o Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) vai ser especializado em encontrar outros mundos, mas o Webb é que vai ser capaz de estudar os planetas mais de perto.

As buscas por vida tem se concentrado nas zonas habitáveis – ou ‘zona Goldilocks’ -, faixa de espaço propício para o surgimento de água na superfície dos planetas. “Isso foi um grande primeiro passo, mas não faz quaisquer distinções dentro da zona habitável”, disse Barnes. “Agora é como se os Goldilocks tivessem centenas de tigelas de mingau para escolher”.

O índice produz um continuum de valores que os astrônomos podem conferir em um formulário no Web Planetary Laboratory, onde Barnes e sua equipe trabalham. Com a criação do índice, os pesquisadores criam estimativas sobre os planetas rochosos e analisam quais os que se parecem mais com a Terra. O estudo foi financiado pelo Instituto de Astrobiologia da NASA.

Veja mais clicando aqui

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s