A construção das raízes da árvore da vida: o desafio de decifrar os ribossomos.

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YARA LAIZ SOUZA – Financiados pela Nasa, pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Georgia estão casando informações encontras em células dos seres da Terra. O objetivo é rastrear a evolução da vida, decifrando as raízes da árvore evolutiva. Para isso, foi necessário entender que a vida soube ser um exímio escritor de histórias – escreveu, reescrever e gravou muito bem as histórias de todos os seres nas estruturas biológicas das células.

O ribossomo foi o primeiro a ser decodificado como uma das chaves para desbloquear a origem da vida na Terra. Os ribossomos convertem a informação genética contida no RNA e transforma em proteínas, que expressam as mais variadas funções no nosso corpo. O ribossomo passou por diversas mudanças ao longo do tempo; através dele, a história de moléculas que decidiram se unir para inventar a biologia é bem contada em sua estrutura e processos biológicos antigos, sendo uma peça principal nas raízes da árvore da vida. Ao analisar as variações do RNA ribossomal contido nas células modernas, os cientistas puderam visualizar a linha do tempo da vida elucidando estruturas moleculares, reações e eventos muito próximos das origens bioquímicas da vida.

“Estamos tentando descobrir como ler alguns dos registros mais antigos da biologia para compreender os processos pré-biológicos, a origem da vida e da evolução dela na Terra”, conta Loren Willians, bioquímica da instituição e uma dos pesquisadores deste trabalho. “O ribossomo registrou a sua história. Foi crescendo e crescendo ao longo do tempo. Mas, as partes mais antigas eram continuamente congeladas após a formação deles, assim como os anéis de uma árvore. O cerne do ribossomo é mais antigo do que a biologia, produzindo por processos evolutivos que nós ainda não entendemos bem”.

Os ribossomos também podem ajudar no entendimento das questões ambientais nos primórdios da Terra, além de informar como podemos proceder ao buscar vida fora da Terra. “Esse trabalho nos permite olhar para trás, para o passado, da raiz da árvore da vida – para o ancestral de todas as moléculas modernas –, uma época em que proteínas e ácidos nucleicos ainda não tinham se tornado base para toda a bioquímica”, salienta Carl Pilcher, diretor interino do Instituto de Astrobiologia da Nasa. “Nos ajudará a compreender algumas das primeiras fazes do desenvolvimento da vida na Terra e pode guiar a nossa busca por ambientes extraterrestres onde a vida possa ter se desenvolvido”.

A pesquisa foi publicada na Proceedings, da Academia Nacional de Ciências (PNAS, sigla em inglês).

Fonte: Georgia Tech Research.

 

 

 

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