LHC pode ter encontrado super-partícula inesperada

Superbóson

Parece que a nova fase turbinada do LHC não será de decepção total nesse primeiro ano.

Ainda não é uma descoberta de pleno direito, com seus cinco sigmas, mas os indícios são fortes de que há um novo bóson além do de Higgs – muito além.

Segundo reportagem publicada pela revista Nature, “pares de fótons produzidos nas colisões do LHC sugerem a existência de um bóson com uma massa de 750 gigaeletronvolts” (GeV).

LHC pode ter encontrado super-bóson inesperado

O bóson de Higgs detectado pelo LHC em 2012 que muitos físicos ainda afirmam ser “um”  mas não necessariamente  O bóson de Higgs – tem energia entre 125 e 127 GeV.

Os indícios da nova partícula foram capturados pelos detectores CMS e ATLAS na forma de um decaimento em dois fótons de mesma massa. Os dados indicam que provavelmente se trata de um bóson, mas não necessariamente igual ao de Higgs – a partícula que dá massa a todas as outras.

Empalidecer

Se os dados se confirmarem, o que exigirá mais colisões ao longo do ano de 2016, a nova partícula seria quatro vezes mais massiva do que a partícula mais pesada conhecida até agora, o quark top, e seis vezes mais massiva do que aquela considerada como bóson de Higgs.

Segundo os físicos, se uma partícula tão pesada se confirmar, ela vai “empalidecer” a importância da descoberta do bóson de Higgs, abrindo um capítulo inteiramente novo e inesperado no campo da física de partículas.

Supersimetria

Por outro lado, até agora não surgiu nenhum sinal de outra partícula muito esperada pelos físicos.

A partícula hipotética é conhecida como gluíno, que daria sustentação a uma teoria conhecida como supersimetria, uma teoria que prevê que, para cada férmion (como quarks, elétrons e neutrinos), há um bóson correspondente, como o de Higgs.

A continuar desse jeito, dizem os físicos, a teoria da supersimetria terá que ser abandonada por falta de comprovação experimental.

FONTE: Inovação Tecnológica

Bibliografia:

LHC sees hint of boson heavier than Higgs
Davide Castelvecchi
DOI: 10.1038/nature.2015.19036

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