Cor azul: a nova busca por planetas habitáveis

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YARA LAIZ SOUZA – O estudante de doutorado Joshua Krissansen-Totton, da Universidade de Washington, inspirou-se em uma fotografia famosa da Voyager 1 para se perguntar: e se a cor azul do Planeta Terra for um indicador de vida? Dessa maneira, a procura por vida em exoplanetas e luas seria mais otimizada, bastaria procurar por aqueles que emitissem tons de azul para encontrar algum tipo de vida. O estudo foi financiado pela Nasa e publicado no The Astrophysical Journal.

A foto tirada pela Voyager 1 mostra o planeta Terra bem distante, apenas com um nuance de azul aparecendo bastante pixelado. O nitrogênio, que compõe a maior parte da atmosfera terrestre, é transparente; uma atmosfera que é clara para a luz visível preferencialmente dispersa comprimentos curtos de onda, uma luz mais azul, em oposição ao comprimento de onda maior, uma luz mais avermelhada.

Dessa fora, temos a impressão de que o azul é uma cor bastante popular no nosso mundo: vemos o céu, em um dia claro e sem nuvens, totalmente azul assim como também vemos em  azul os mares. A luz azul se dispersa melhor no espaço assim como para os observadores externos. As nuvens brancas da Terra aumentam a reflectividade em todos os comprimentos de onda; um pouco da luz vermelha também acaba se misturando na paleta de cores da Terra fazendo com que, visto de longe, a Terra pareça ser um azul bem claro, quase transparente.

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Esta é, talvez, a foto mais famosa do Planeta Terra, o planeta azul

Depois de juntar essas e outras informações, Joshua e sua equipe compilaram vários espectros de exoplanetas reais e teóricos. “Nós estabelecemos a tentativa de quantificar a cor da Terra e comprar com a de outros planetas, até então, não habitáveis”, explica Joshua.

O catálogo feito durante o estudo incluiu um número bem grande de espectros de “mundos teóricos. Estes variam de muitos dos planetas e luas com atmosferas simuladas de espessuras que variam de gigantes gasosos a gigantes de gelo do nosso sistema solar, bem como mundos do porte de Netuno”.

Porém, essa tarefa não revelou outros mundos habitáveis com exceção da Terra. Eles descobriram que a assinatura terrestre assume a forma de um U uma vez que se estende desde o quase ultravioleta (luz visível) através do visível e, em seguida, em comprimentos de onda bem próximos do infravermelho. Ou seja, a assinatura espectral da Terra é algo única que não se repete em outros planetas do Cosmos. Apesar de muitas vezes ser imitado, a assinatura espectral da Terra é algo exclusivo do nosso planeta.

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Nuances de azul, mas mortal: o exoplaneta gigante gasoso HD 189733b muito provavelmente é o lar de chuvas de vidro

 

Então, já que a Terra tem suas exclusividades, quem sabe Joshua e sua equipe estavam bastante equivocados na escolha de seus exoplanetas alvos. Planetas gêmeos da Terra agora são os novos alvos da pesquisa, que entrará em sua segunda fase. Eles emitem uma cor azul transmitido por moléculas em suas atmosferas.

Há muito mais trabalho para ser feito na questão de avaliar cores dos planetas para descobrir suas possíveis vidas habitantes. “Embora nós não fomos capazes de detectar um planeta que imitasse exatamente a cor da Terra, é possível que haja estranhos planetas habitável lá fora com superfícies exóticas e atmosferas que são idênticas a da Terra”, comenta Joshua.; “A natureza é estranha e cheia de surpresas”.

Via Astrobiology Nasa

 

 

 

 

 

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