Um modelo de bactéria para pesquisas em Marte

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Área de Illinois onde o microrganismo foi encontrado

YARA LAIZ SOUZA –Há bastante tempo, as agências espaciais já têm o pleno entendimento de que a vida microbiana terrestre é capaz de se adaptar a formas cada vez mais extraordinárias. Uma pesquisa recente utilizando a bactéria Tepidibacillus decaturensis mostrou o organismo como um modelo interessante para uma vida hipotética que viveu ou vive em Marte. Esta é mais uma contribuição astrobiológica para as questões de adaptação e busca por vida em outros locais que podem até não se parecer com a Terra, mas não deixam de ser incríveis em possibilidades.

A pesquisa, publicada no periódico International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology pelos pesquisadores Syrian Dong, Robert Sanford e Bruce W. Fouke e co-financiada pela NASA estudou o microrganismo que é encontrado em águas da Bacia de Illinois.

O organismo mostrou-se moderadamente tolerante ao calor e a grandes quantidades de sal no ambiente e ainda é capaz de sobreviver em locais anóxicos (sem a presença de oxigênio). Marte é um forte candidato a  abrigar água superficial salgada e o ambiente não contém a presença de oxigênio. Logo, para testes e trabalhos de investigações futuros, a T. decaturensis seria um ótimo organismo modelo.

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Imagem de Marte que mostra possíveis caminhos feitos por água salgada

A equipe trabalhava em nome da Midwest Geological Sequestration Consortium (MGSC), projeto do Departamento de Energia dos EUA que avalia locais para ao armazenamento subterrâneo de carbono em grandes volumes produzido por industriais locais. Após várias perfurações em locais perto da Bacia de Illinois, amostras de água subterrâneas apresentaram a existência do microrganismo. O bactéria utiliza ferro para sustentar o seu metabolismo de uma forma semelhante a que leveduras fazem para produzir etanol.

A composição genética da T. decaturensis está sendo analisada. Além deste microrganismo, um exemplar de microrganismo do gênero Orenia também foi isolado. A equipe também vai analisar se a combinação das duas podem fornecer pistas interessantes para trabalhos futuros como os que possivelmente serão ser feitos com o rover Mars 2020.

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Representação do Rover Mars 202

Via Astrobiology NASA

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