Desvendando as origens da vida em um computador

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YARA LAIZ SOUZA – Se você fosse responsável por pesquisar sobre as origens da vida, por conde começaria? Você pode listar alguns locais bastantes prováveis como fontes hidrotermais, asteroides, ligações genéticas, química primordial ou qualquer outra área relacionada. Porém, Andrew Pohorille está utilizando uma ferramenta não tão antiga assim para fazer esta busca: um computador.

A argumentação do pesquisador é simples: os trabalhos teóricos são tão importantes quanto os testes laboratoriais principalmente para uma questão crucial quanto a origem da vida terrestre. “O papel da teoria é duplo. Ele fornece explicações e generalizações do que é observado em experimentos, mas também tem algum poder preditivo”, explica o pesquisador.

Pohorille trabalha com a biologia computacional e é diretor do Center for Computational Astrobiology and Fundamental Biology no Ames Research Center da NASA. A biologia computacional é uma área que produz algoritmos dentro de modelos matemáticos para procurar explicar processos bioquímicos complexos que foram revelados após anos de estudo sobre origens da vida. Como uma área em expansão, a ideia da biologia computacional demorou para parecer eficiente aos bioquímicos e biólogos evolucionistas.

“Ainda é contencioso em parte porque não há um grupo de pessoas que acreditam que [procurar] as origens da vida é uma questão experimental que só pode ser resolvida em laboratórios”, comenta Pohorille. “Eu discordo respeitosamente com aqueles que pensam assim”.

Trabalhos envolvendo a biologia computacional são interessantes como o do pesquisador Eric Smith do Instituto de Tecnologia de Tóquio. Smith investiga sobre fixação de carbono utilizando a biologia computacional juntamente com Rogier Braakman. Assim, eles unem a filogenia (que é o estudo das relações evolutivas entre os organismos) com análise de balanço metabólico para desenhar as seis maneiras diferentes em que a vida é conhecida como fixadora de carbono e, assim, descobrir qual desses seis evoluiu primeiro.

A biologia computacional é bastante eficiente em mostrar algumas respostas, mas ainda há um ponto em que a Ciência não chegou a um consenso. Biólogos evolucionistas ainda se debatem sobre o mundo de RNA e sua possível evolução para o DNA. Sobre essa questão, Pohorille e Smith acham que havia uma outra química completamente diferente do RNA. A resposta seria de que o RNA é uma molécula grande demais e difícil demais para ter desempenhado, primariamente, os caminhos da vida.

Seja como for, Pohorille acredita que a biologia computacional ainda tem muito a agregar à questão. “O que é necessário são algumas regras gerais que nos orientam nas construções de cenários. Ter experiências individuais que dizem que algo é possível não é o suficiente”.

Veja mais:

Computing the Origin of Life

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