Os seres que prepararam o palco para a vida que conhecemos

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Os rastros dos seres que vieram antes de nós (Créditos: Jay Kaufman)

YARA LAIZ SOUZA – O geólogo Huan Cui da Universidade Wisconsin-Madison e sua equipe está revelando um cenário totalmente novo no nosso planeta em que mostra que os primeiros tipos de vida animal, que surgiram entre 635 a 541 milhões de anos atrás, eram totalmente diferentes do que pensávamos – em alguns faltavam até mesmo um sistema circulatório. Eles reuniram várias provas geológicas encontradas na Formação de Khatyspyt localizado no Círculo Ártico na Sibéria.

O período na qual a vida animal surgiu é conhecido como Ediacarano e é extremamente essencial que a gente saiba mais sobre esse período. Como trata-se de organismos que além de antigos também não foram capazes de deixar muitas pistas, a equipe analisou profundamente linhas e impressões incomuns em rochas da localidade.

Esses animais possuíam o corpo mole e não tinham nada capaz de deixar algum vestígio fóssil como conchas, esqueletos, ossos etc. Logo, o que podemos achar desses seres são pequenas impressões aparentemente sem sentido em rochas diversas também chamadas de moldes ou pegadas.

As chamadas mudanças paleoambientais em determinadas rochas podem ser estudadas por uma área chamada de quioestratigrafia, que analisa as mudanças na composição química das rochas ao longo do tempo conforme elas iam evoluindo. Durante o estudo, a equipe analisou vários minerais incluindo a pirita ou ‘ouro de tolo’. A pirita em especial dá pistas sobre a disponibilidade de alimentos e sulfatos, que são necessários para atividade metabólica dos microrganismos.

Sinais da presença de organismos anaeróbios (que não respiram) em água anóxica (sem oxigênio) levou a uma grande presença de isótopos de enxofre na base da Formação de Khatyspyt. Este é o indicativo de que esses organismos mudaram a química da água produzindo sulfeto de hidrogênio tóxico e tornando a água imprópria para o consumo animal.

Já no topo da formação o cenário era outro: os registros da presença dos seres que viveram no Ediacarano começaram a aparecer. Quando este período chegou ao fim, os animais que viveram no Ediacarano conseguiram ganhar os oceanos oxidados e mais habitáveis para que deixassem a Evolução agir e muito tempo depois começassem a ganhar os ambientes secos.

“Essas condições ontológicas poderiam ter sido melhoradas pela intemperização química, onde sulfatos foram trazidos para os oceanos, que assim se tornaram combustível para os micróbios”, disse Cui.

A equipe espera, agora, aprofundar ainda mais os resultados para que possam saber mais informações sobre o cenário geológico do período e mais dados sobre os primeiros animais, seu comportamento e evolução como uma forma de olhar para o nosso próprio passado e entender ainda mais sobre o passo a passo da vida na Terra.

Via Astrobiology NASA

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