Gipsita, um sulfato de cálcio poderia ter relação com ambiente aquático em Marte

A NASA Mars Exploration Rover Opportunity encontrou veias brilhantes de um mineral, aparentemente de gesso, que possivelmente teria sido depositado por água. A análise desta “veia” pode ajudar a melhorar a compreensão que temos da história dos ambientes antigos e úmidos em Marte.

Color view of a mineral vein called 'Homestake' near the edge of Endeavour Crater

Embora este material encontrado pela Opportunity não seja incomum na Terra, em Marte é o tipo de coisa que faz os geólogos saltarem de suas cadeiras. As pesquisas feitas através deste rover, utilizando vários filtros da câmera panorâmica para examinar o que foi chamado, informalmente, de “Homestake”, e em conjunto com um microscópio de imageamento e um XRF (X-Ray Flourescence), identificaram uma quantidade abundante de cálcio e enxofre presentes na amostra analisada. Essa análise sugere de que tal proporção tenha relação com sulfato de cálcio.

Basicamente, o sulfato de cálcio pode existir em muitas formas, variando em relação à quantidade de água ligada à estrutura cristalina dos minerais. Os dados dos multifiltros da câmera sugerem que o mineral seja a Gipsita, um sulfato de cálcio hidratado. As observações da órbita feitas anteriormente do planeta vermelho já haviam detectado possíveis indícios de gipsita ou “gesso” em Marte. Nesse panorama, foi observado um campo de dunas de “gesso queimado” pelo vento no extremo norte de Marte e que lembra as brilhantes dunas de gesso em White Sands National Monument, no Novo México.

Opportunity's approach to 'Homestake'

As análises do depósito de Homestake, seja gipsita ou outra forma de sulfato de cálcio, apontam ter sido formados a partir de água que dissolveu o cálcio por fora de rochas vulcânicas. Desse modo, o cálcio combinado com enxofre foi lixiviado das rochas ou introduzido como um gás vulcânico e, posteriormente, depositado como sulfato de cálcio em uma fratura subterrânea, que mais tarde acabou ficando exposta na superfície.

Por fim, Clark nos diz que esse material poderia ter se formado em algum tipo diferente de ambiente aquático que nós estamos acostumados ou que conhecemos e talvez até mais hospitaleiro para uma variedade maior de organismos vivos .

FONTE: NASA, Missão spirit e opportunity (Mars exploration Rovers)

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